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Momento: Nauro Machado


O Parto


Meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarma e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência.



- Postado por: Petra Brasil às 15h30
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    Imperativos

 

 

- Fostes!

 

Um dia hei de convencer-me da partida.

 

- Volte!

 

Quantos desesperos eu terei que calar?

 

- Aquiete!

 

Essa lida há de vencer-me...

 



- Postado por: Petra Brasil às 19h04
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 Escultura Maciça

 

    

 

Pulso um coração aleijado.

 

Aleijadinho! – Esculpido sem pena, talhado duma madeira de lei:

 

maciça, sem forma.

 

Ainda pulso um coração deformado pelo corte alucinado de um

 

artesão apaixonado.



- Postado por: Petra Brasil às 18h56
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              Clarão

 

 

Tá muito escuro aqui!

 

Lá está o clarão.

 

Sinto cheiro de vida queimada.

 

O verde está em chamas.

 

Tem tanta fumaça aqui!

 

Minha esperança arde lá longe.

 

Tá escuro e sufocante!

 

Estão destruindo a clorofila da minha vida.

 

Lá está! Olhem.

 

- Onde? Logo ali, a queimada.

 

Sumiu...

 

Sou cinzas!



- Postado por: Petra Brasil às 18h30
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           Fôlego

 

 

 

A solidão não cabe em mim.

 

Sempre escapo mergulhando em ondas desfeitas.

 

Fico debaixo d’água, diluo-me no mar.

 

Engano a solidão que fica estendida na areia da praia, cansada.

 

Em algum lugar, eu estarei de olhos fechados, com a respiração presa,

 

mergulhando em águas que não me cabem.

 

 



- Postado por: Petra Brasil às 18h02
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Momento: Fernando Pessoa
 Não sei quantas almas tenho
 
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem  alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :  "Fui  eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.



- Postado por: Petra Brasil às 14h54
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"Nunca soube como se amava e sim como se sonhava amar"

A realidade nada vale quando não se banha nas águas do sonho e não se deita ao relento para secar as mágoas sob a lua que canta sem cansar. Os sensíveis tomam para si o último gole de poesia que escorre pelos cantos do mundo. No entanto, quanto de nós, por instantes de calafrio, não pensou em libertar sua alma do corpo? Não é o fascínio descabido dos suicidas que trago como alegoria, mas sim, a maravilha da descoberta de que o nosso corpo é uma dádiva de mistério e de nervos que pulsam emoções, sensações e nos faz ainda ter a exata noção do que é a plenitude! Então para que renegar a dor, a angústia, a melancolia se somos a festa da contradição? Somos o êxtase do cansaço embriagado que mesmo sem consciência de enfado, deita-se e sonha. Somos sozinhos pela grata benção de termos a percepção do presente divino que é amar alguém. Somos sonhos pela grata surpresa de sentir corpos abdicando da liberdade da alma. Quero a prisão de existir para poder explodir com a lucidez dos meus sentidos.



- Postado por: Petra Brasil às 13h39
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Sem palavras!



- Postado por: Petra Brasil às 22h01
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Na dança da vida somos como flores cujas pétalas são frágeis, porém belas.

Não quero ser sinônimo de sensibilidade débil!

Mas não abdico à melodia de um tango em troca da rudeza da vida.

Posso ser pedra - forte! No entanto, acostumei-me a ser flor - emoção!



- Postado por: Petra Brasil às 21h47
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Momento: Cecília Meireles


É preciso não esquecer nada
 

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
 

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
 

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
 

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
 

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
 



- Postado por: Petra Brasil às 21h39
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Música é perfume!



- Postado por: Petra Brasil às 21h23
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FÓRCEPS!

Estou tomando posse da minha consciência para erguer-me.

Meu esconderijo foi destruído pela erosão de mim mesma. Assumo as consequências dos meus atos como um nascimento à forceps.

Alguém me pariu novamente?

- Livre arbítrio!



- Postado por: Petra Brasil às 21h20
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LIMBO...

Devo viver, agora, um estágio de limbo. O silêncio germinando, quieto... Ignorantes os gritos meus! Sinto-me como rabiolas de papagaios pressas em pára-raios de arranha-céus onde a paz é a turbulência dos ventos.



- Postado por: Petra Brasil às 21h11
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