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                                Ilha do Amor - São Luís do Maranhão

"Oh, minha cidade deixa-me viver... Eu quero aprender a tua poesia..."

                                                                                          (Bandeira Tribuzzi)

   

   



- Postado por: Petra Brasil às 11h41
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Momento:Vinícius de Moraes


Soneto da intimidade

Nas tardes de fazenda há muito azul demais.
Eu saio as vezes, sigo pelo pasto, agora
Mastigando um capim, o peito nu de fora
No pijama irreal de há três anos atrás.


Desço o rio no vau dos pequenos canais
Para ir beber na fonte a água fria e sonora
E se encontro no mato o rubro de uma amora
Vou cuspindo-lhe o sangue em torno dos currais.


Fico ali respirando o cheiro bom do estrume
Entre as vacas e os bois que me olham sem ciúme
E quando por acaso uma mijada ferve


Seguida de um olhar não sem malícia e verve
Nós todos, animais, sem comoção nenhuma
Mijamos em comum numa festa de espuma.




- Postado por: Petra Brasil às 13h08
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                              Espelho, espelho meu...

 

 

No sumidouro do espelho... Sim, no final do meu olhar estático refletido

 

no espelho tem: uma mulher que reconhece plenamente o seu corpo e

 

sabe usufruir dele sensações arrebatadoras; tem uma mulher que vê

 

seu reflexo e sorri! Vê felicidade e contempla sentimentos

 

contraditórios a cada instante.

 

E os raios de luz continuam revestindo minha nudez...Observo-me nua

 

diante de um espelho com as luzes acesas. Tudo em alerta na minha vida.

 

Gosto de verificar os esconderijos de prazer, ou seriam cantinhos

 

palpáveis e identificados do meu corpo em momento de exposição? Gosto

 

da minha virilha, gosto quando ela deixa de ser tímida e abre-se para o mundo.

 

Excito-me por lembrar desses movimentos.

  

Toco-me lentamente sem acordar minha libido, somente uma fricção de

 

auto-reconhecimento.Delicio-me por saber quem sou e não me envergonhar

 

da minha caminhada.Tenho mãos macias, constato mais uma vez. Sou

 

conquistadora e sei tocar corpos, como se dedilhasse as teclas do meu teclado.

 

Faço música nos corpos alheios que se entrelaçam ao meu.

 

Meu reflexo exala sexo – rima de prazeres!

 

Sou assim, simples como o turbilhão de um orgasmo.

 

Ainda que apaguem as luzes, estarei nítida diante do meu reflexo no espelho,

 

pois sei de que rocha dura fui moldada.



- Postado por: Petra Brasil às 13h00
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